domingo, 21 de setembro de 2008

Gênese

Estaremos comentando sobre uma inovação nos controles internos, a qual foi criada em virtude das fraudes e dos escândalos que as empresas de grande porte, com ações em bolsa, enfrentaram e que foi necessária a criação de um projeto que fosse mais minucioso do que os usados até então.
Em 1985 foi efetuada a criação do COSO pela Treadway Commission da National Commission on Fraudulent Financial Reporting, no sentido de desenvolver uma definição comum de controle interno com diretrizes processuais.
Em julho de 1992 foi estabelecido o modelo conhecido como COSO I, o qual é responsável por elaborar os conceitos e sua forma de aplicabilidade nas organizações em geral, bem como sua transformação, COSO II, ocorrida em setembro de 2004, estabelecendo um foco mais robusto e extensivo para os controles internos.
A Lei Sarbanes-Oxley – SOX aprovada em janeiro de 2002, surgiu principalmente devido aos escândalos financeiros de grandes empresas nos Estados Unidos, como por exemplo a ENRON – Estados Unidos que inflou seus lucros em aproximadamente US$ 600 milhões, e a WORLDCOM que manipulou as demonstrações contábeis no período de 1999 a 2002, dando origem ao maior caso de fraude contábil da história norte-americana, tivemos também o caso PARMALAT - Itália outro exemplo de manipulação contábil. Estamos falando sobre uma das mais rigorosas regulamentações quando se trata de controle interno que alteraram radicalmente as regras no mundo dos negócios. Além de levarem ao aperfeiçoamento dos padrões contábeis, provocaram mudanças na responsabilidade dos administradores das Companhias e na forma com que as empresas tratam os acionistas minoritários e prestam contas ao mercado. A lei norte-americana Sarbanes-Oxley foi imposta a todas as empresas, inclusive estrangeiras, com ações negociadas nas bolsas de valores dos EUA, a mesma determina certificação de uma série de controles internos, a fim de garantir que os resultados financeiros divulgados pelas empresas sejam obtidos de acordo com sólidos padrões de conduta. A SOX obriga as Companhias de capital aberto a reestruturarem processos, para aumentar a transparência do negócio, da gestão de Identidade e gestão da Informação.

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