domingo, 21 de setembro de 2008

Compare a atual crise dos EUA com os piores momentos econômicos da história.



Grandes choques abalaram o mundo e mudaram as relações econômicas. Economia mundial vive hoje a maior crise desde 1929.


  • CRISE DE 1873

Primeira crise capitalista, tambem chamada de "Longa Depressão", uma das principais causas veio da industria ferroviária, a qual vinha crescendo em ritmo acelerado. Com a consolidação da rede de ferrovias nos paises industrializados, o setor "quebrou", derrubando preços e lucros.


Efeitos


A Inglaterra é considerada o país mais afetado pela crise. As exportações cairam 23% e o número de falências disparou. Nos EUA a instituição bancária Jay Cookie quebrou e a Bolsa de Nova York fechou suas portas por 10 dias. O desemprego aumentou 14%. Das 364 ferrovias do pais, 89 foram à falência. França, Alemanha e Itália tambem foram afetadas.


Desdobramentos


O resultado da crise foi o surgimento de um capitalismo monopolista, com tentativa de controle da concorrência, formação de monopólios e cartéis.



  • CRISE DE 1929

Chamada de "Grande depressão" foi a maior crise econômica da história. O dia 29 de outubro de 1929 ( a quinta feira negra), data da quebra da bolsa de Nova York, é apontado como início da crise, embora a economia dos EUA já viesse dando sinais de desaceleração.


Efeitos


Em outubro daquele ano, a bolsa de NY caiu cerca de 40%. Empresas ficaram arruinadas e cerca de um terço da população dos EUA ficou desempregada nos anos seguintes. a crise migrou para a Alemanha que estava se reconstruindo com dinheiro dos EUA, sindo da primeira guerra. A França que recebia reparação da guerra tambem sentiu o baque. A grande queda no consumo nos EUA foi sentida em todo mundo, inclusive no Brasil, especialmente nas exportações cafeeiras.


Desdobramentos


Os EUA buscaram a sída da crise no New Deal, aumentando os gastos públicos para conter a crise. No Brasil os efeitos foram contidos pela compra, por parte do governo, da produção de café, impedindo um aprofundamento da baixa dos preços. O resultado foi um Estado mais intervencionista, com maior presença na economia.



  • Choque do petróleo

Em 1973 a 1979 os preços do petróleo disparou atingindo quase todos as economias do mundo.O primeiro choque ocorreu quando paises produtores suspenderam exportações aos aliados de Israel na guerra de Yom Kippur ( EUA, Europa e Japão). Em um ano, o preço do barril quadriplicou, para US$ 12. Em 1979, a revoluçao islamica liderada pelo aiatolá Khomeini tira o xá Reza Pahlevi do governo do Irã. Os protestos desorganizaram toda a produção petrolífera do país, levando o preço do barril a subir 250% nos EUA.


Efeitos


Altamente dependente do petróleo importado, EUA e Europa viram a inflação disparar e a economia entrar em recessão, por conta dos altos custos de produção. Os bancos centrais cortaram taxas de juros para conter a inflação, aprofundando a crise.


Desdobramentos


Países passaram a buscar formas alternativas de energia - o que no Brasil culminou na criação do Proálcool. No Japão a economia voltou-se a indústrias menos dependentes do petróleo, incentivando o setor eletrônico.



  • Estouro da bolha da Internet

Crescendo rapidamente desde 1995, as empresas de internet viram o fim abrupto dessa trajetória em março de 2000.


O crescimento do setor e a especulação levaram as ações das empresas "pontocom" a altas espetaculares e muitas atingiram um valor de mercado bem superior ao real. Segundo economistas, balanços maquiados e gastos para prevenir o "bug do milênio" tambem ajudaram a impulsionar o estoura da bolha. Em cinco dias, a Nasdaq, bolsa de tecnologia dos EUA, caiu 10%.


Efeitos


Com pesadas dívidas contraidas para sua expansão, diversas empresas quebraram, entre elas a WorldCom, na maior falência da história dos EUA até então. Antes do ano de 2000, as empresas do setor haviam perdido mais de US$ 17 trilhão em valor de mercado, com quedas de mais de 90% do valor das ações. No ano seguinte os atentados de 11 de setembro espalharam desconfiança nos mercados, acentuando e prolongando os efeitos da crise.


Desdobramentos


O estouro da bolha forçou a revisão de regulamentações do mercado e a reorganização das empresas.



  • Crise imobiliária

Também chamada de crise de crédito é a crise atual pela qual passam os mercados mundiais - a maior de 1929.


No início da década, com o crédito abundante, milhões de americanos tomaram empréstimos para comprar seus imóveis, ou hipotecaram os que já tinham. Em 2006 os preços dos imóveis desabaram - e muitos dos mutuários deram calote nos empréstimos contraídos. Bancos que haviam comprados esses créditos sofreram fortes prejuízos, o que se refletiu no mercado de todo o mundo.


Efeitos


A falta de confiança dos bancos "enxugou" o dinheiro do mercado, criando problemas de liquidez. As quebras de bancos se espalharam, culminando com o pedido de concordata do Lehmann Brothers, um dos maiores dos EUA. O crescimento das economias dos países desenvolvidos desacelerou, gerando temores de recessão. O FMI, calcula as perdas da crise em mais de US$ 1 trilhão. No Brasil, as empresas listadas na Bovespa sofreram fortes perdas.


Desdobramentos


Tentando evitar o aprofundamento da crise, os bancos centrais de varios países injetaram recursos no mercado. Entidades reguladoras coordenam operações de "salvamento", ajudando empresas mais saudáveis a adquirir outras em piores condições. Os EUA estudam novas regulamentações para o mercado de crédito imobiliário.

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